quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Homenagens à Proclamação da República existentes na cidade de São Paulo

Neste post vou enumerar o que há para ser visitado na cidade de São Paulo que recorde e preste homenagem à Proclamação da República dos Estados Unidos do Brasil. Antes disso, contudo, vamos resumir os principais fatos em torno desse evento que mudou completamente a administração de nosso país.

Já independente de Portugal desde 1822, o Brasil era governado pelo imperador Dom Pedro II. Com o tempo seu governo foi sendo desgastado e gerando descontentamento entre vários grupos da sociedade após a ocorrência de fatos como a abolição da escravatura. Os grandes produtores rurais sentiam-se prejudicados pelo fim da escravidão após a Lei Áurea, com perda da mão de obra que dispunham sem terem sido indenizados pelo governo. Os cafeicultores queriam não só o poder econômico de que dispunham, mas também adquirir poder político.

O exército também estava descontente, pois tinha pouca voz nas decisões do país e pouca liberdade para manifestar-se e a classe média, agora maior e com mais estudo e comprometimento com a vida econômica desejava mais liberdade e participação nas decisões sobre os rumos do país.

Quanto à população em geral, embora não tenha tido participação nos acontecimentos que se sucederiam e respeitasse a figura de Dom Pedro II, apresentava sinais de empobrecimento e de pouca atenção por parte do sistema vigente. Dom Pedro II também interferia nos assuntos religiosos, não agradando então a esse grupo.

Era o ano de 1889 e o império já não correspondia mais às necessidades econômicas e sociais, vivendo uma crise irreversível. O imperador, sob constantes críticas, estava cada vez mais afastado das decisões políticas. Nessa época o Brasil já era o único país com sistema monárquico em toda a América Latina.

Republicanos civis e militares então se uniram e foram se aproximando do Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, militar conceituado principalmente após sua atuação na guerra do Paraguai, e convencendo altos oficiais militares adeptos da causa republicana sobre a necessidade de uma grande mudança.

A capital do Brasil era o Rio de Janeiro e em 15 de novembro de 1989 o Marechal Deodoro tomou a frente de militares republicanos e, sem qualquer resistência, adentrou no Primeiro Regimento do Exército Brasileiro. O gabinete ministerial foi demitido e nesse mesmo dia foi proclamada a República do Brasil, no local chamado Praça da Aclamação, atual Praça da República do Rio de Janeiro.
O Marechal Deodoro tornou-se o chefe do Governo Provisório e primeiro Presidente da República do Brasil, por meio de voto indireto. Seu vice era o Marechal Floriano Peixoto, que o substituiu após sua renúncia em 1991.

"Proclamação da República", de Benedito Calixto, 1893
Marechal Deodoro no ato simbólico da "Proclamação"
Embora o feito político da proclamação da república tenha ocorrido na capital, o ideal republicano estava presente em toda a nação e São Paulo já era uma potência econômica.

E o que nos faz lembrar esse fato histórico na cidade de São Paulo?
São basicamente alguns logradouros públicos.

1. Rua Quinze de Novembro
Localizada na região central da cidade, é rua exclusivamente de pedestres e conta com importantes edifícios como a sede da Bolsa de Valores. Primeiramente se chamava Rua do Rosário. Depois Rua da Imperatriz e recebeu seu nome definitivo após a proclamação da república.

2. Praça da República
Também no centro da cidade, foi palco de movimentos políticos como o MMDC (em post anterior). É um local arborizado que possui uma popular feira de artesanato aos domingos, mas também exemplo de degradação e descuido com os bens públicos.Teve outros nomes antes do atual.
O espaço foi inicialmente utilizado para treinamentos militares, quando era conhecido como Praça das Milícias. O nome seguinte foi Largo dos Curros, porque era um grande pasto para animais, além de abrigar eventos como cavalgadas. Também foi Largo 7 de abril até que, para homenagear o feito de Marechal Deodoro houve a iniciativa de nomeá-la Praça Quinze de Novembro, nome imediatamente substituído pelo atual pois já existia a rua Quinze de Novembro.

Vista parcial da Praça da República em São Paulo
Placa M.M.D.C. na Praça da República.
 Nesse local foram alvejados os manifestantes 
 Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. 
Das inicias destes nomes surgiu o M.M.D.C., entidade com papel decisivo 
na  Revolução de 1932.

3. Praça Marechal Deodoro
Localizada no bairro de Santa Cecília, centro da cidade. Embora tenha o Marechal no nome, possui seis esculturas sem qualquer alusão ao seu fato histórico.

Praça Marechal Deodoro, no bairro de Santa Cecília.
Escultura "O índio e o tamanduá”, de Ricardo Cipicchia, 1940
Minhocão ao fundo  
A praça é dividida pela Avenida Angélica 

Placa indicativa da Praça Mal. Deodoro
Esta é a maior escultura da praça.
"Monumento a Luiz Pereira Barreto", de Galileu Emendabili, 1929.
Ao lado há duas mulheres que fazem referência à medicina e à agricultura.
"O Jardineiro"
Quatro esculturas em bronze, de Murilo Sá Toledo foram instaladas
na Praça Mal. Deodoro no aniversário de 457 anos da cidade de São Paulo.

 "O Gari"
Esculturas em tamanho natural
"A Copeira".  Agora com a bandeja de volta
As estátuas compõe o "Monumento 
ao Trabalhador do Asseio e Conservação e Limpeza Urbana"

"A Auxiliar de limpeza"
Ao fundo à esquerda está a placa das esculturas

4. Outros logradouros mais recentes
Após a construção do metro de São Paulo, as praças deram seus nomes às estações correspondentes. Assim temos a estação República, inaugurada em 1982 e a estação Marechal Deodoro, inaugurada em 1988.

Há ainda a Rua Marechal Deodoro no bairro Chácara Santo Antonio, zona sul da cidade.

5. Não há qualquer escultura ou busto do Marechal Deodoro em São Paulo, mas a cidade guarda uma obra de arte.
Na Pinacoteca do Estado, pertencendo ao acervo próprio, está o óleo sobre tela do paulista Benedito Calixto “Proclamação da República”. Imponente, o quadro representa o início dos acontecimentos do dia 15 de novembro de 1889. Segundo publicação da própria Pinacoteca o Marechal teria dado “vivas” à República, ao que se seguiu uma salva de 21 tiros de canhão disparados pela artilharia.

A memória visual fornecida pela tela supera qualquer divergência que possa haver em relação aos fatos ocorridos.

"Proclamação da República" em destaque à esquerda
Na Pinacoteca de São Paulo. Óleo sobre tela 123,5 x 198,5 cm
Face dos personagens com poucos detalhes, característica do pintor

Detalhe na tela para aspectos de bravura e heroísmo dos envolvidos

Detalhe da presença dos militares, sem participação popular

6. Há um detalhe que homenageia o Marechal Deodoro, de alcance nacional. O anverso da moeda de 25 centavos do real possui seu busto em relevo e os dísticos "BRASIL" e "DEODORO". Na moeda o Marechal Deodoro da Fonseca está ladeado pelo Brasão de Armas do Brasil, que foi desenhado por Artur Zauer sob sua encomenda.

Anverso da moeda
com Marechal Deodoro
Moeda de 25 centavos de real








Agora é só sair para uma visita histórica pela cidade e descobrir outros logradouros ou obras de arte que prestem a merecida homenagem ao feito de Marechal Deodoro.

Será que não cabe um busto do primeiro presidente republicano em alguma das praças citadas?

domingo, 8 de novembro de 2015

Novo mural de Kobra homenageia Ayrton Senna


Eduardo Kobra é um muralista e artista plástico paulistano. Pixador e grafiteiro, hoje se dedica à confecção de grandes murais que homenageiam celebridades e causas humanitárias, além de resgatar a memória de tempos antigos da cidade de São Paulo em seu projeto “Muros da memória”. 

Em 2015, com menos de 40 anos, já é responsável por colorir e embelezar vários muros da cidade como paredes de edifícios e também portões e até uma caixa d’água. Seu estilo que o identifica, de cores vibrantes e desenhos quadriculados em várias obras mostra que a arte urbana veio para ficar e agradar.

Kobra e a equipe de seu Studio estão prestes a completar mais uma obra, desta vez uma homenagem ao tricampeão de Fórmula 1, o brasileiro e querido ídolo Ayrton Senna, falecido há 21 anos.
O autor promete a entrega do mural para antes do dia 15 de novembro de 2015, data em que ocorrerá o GP de Fórmula 1 em São Paulo.


O tricampeão de F1 Ayrton Senna em mega mural de Eduardo Kobra

Andaimes da equipe de Kobra mostram que o mural está inacabado.
Vista de outro ângulo

Kobra e equipe trabalhando.
Detalhe de janelas frontais e porte de entrada do Ed. São João

As fotos mais próximas podem ser feitas a partir da Praça José Molina

O mural, em fase final da pintura, chama-se “A Lenda do Brasil” e pode ser admirado tanto bem de perto à Rua da Consolação 2608 onde ocupa uma lateral inteira do Condomínio Edifício São João, quanto à distância, do lado oposto da Avenida, onde pode ser melhor observado, conforme o próprio Kobra me disse. A obra que tem 41 metros de altura por 17,5 metros de largura se destaca próxima à Avenida Paulista entre a monotonia de cores dos edifícios.

Topo do mural de longe da Avenida Dr Arnaldo 

Melhor vista: Avenida Rebouças e Consolação.
Grande prédio à direita mostra o local da Avenida Paulista

Homenagem a Ayrton Senna também pode ser vista facilmente
 de dentro dos veículos

Kobra traduziu o olhar inconfundível de dentro do capacete.
Repare no detalhe da marca "S" de Senna sobre o olho à direita

Com a cor mais acentuada você perceberá melhor o "S" de Senna

Eduardo Kobra é um paulistano que realiza obras gigantescas em várias cidades do Brasil e do mundo, transformando paisagens com belas imagens e detalhes de cores. Quanto a Ayrton Senna, recebe nova homenagem mais do que merecida que, quase pronta, já atrai suas recordações e embeleza um pouco mais a cidade de São Paulo.

Mural em homenagem a Oscar Niemeyer em prédio na
Praça Oswaldo Cruz, região da Avenida Paulista

Meu mural predileto. Rosto de Niemeyer rico em detalhes de
suas obras como o Palácio do Planalto, abaixo do olho à direita

Última obra de Kobra concluída na cidade: “Genial é andar de bike”.
Remete ao boato de que Einstein pedalava quando concebeu sua teoria
e à inserção das bicicletas no cotidiano das cidades.
Rua Oscar Freire

"A Lenda do Brasil", novembro de 2015, por Kobra



 

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O histórico e pontual Relógio Público de Níchile

Quem caminha pela Praça Antonio Prado, antigo Largo do Rosário, no coração do centro velho da cidade de São Paulo, pode admirar belas edificações, turísticos quiosques de madeira em estilo retrô que abrigam engraxates, cabine de telefones públicos além de coreto, bancas de jornal e a energia do grande número de transeuntes. Contudo, há um detalhe histórico, um equipamento urbano que não pode passar despercebido. É o Relógio de Níchile. Ele está tão bem posicionado e incorporado à paisagem local que parece ser ele quem observa o público de sua altura.

Relógio Público de Níchile

Placa original da inauguração na parte inferior da obra
O relógio da praça está localizado no cruzamento da Rua São Bento com o início da Avenida São João, no Boulevard São João, bem em frente ao Edifício Martinelli.

Seu nome, relógio de Níchile, é originário do publicitário Ottávio de Níchile, falecido em 1986, que ali o instalou em 1935 segundo consta na placa de identificação. A idéia oficial de solicitar espaço público à prefeitura para colocar relógios no entro da cidade ocorreu em 1929. Foi construído com o objetivo de fornecer a hora exata naquele local de intenso movimento além de servir como espaço para publicidade.

O relógio, um monumento em estilo clássico, fica no alto de um pedestal de ferro de 8 metros que se apóia numa base de granito e possui os números do branco mostrador em algarismos romanos. Na verdade são três relógios, cada um voltado para um lado. Três caixas ficam presas ao poste que sustenta o relógio e estão prontas para receber propagandas, bem como as quatro faces da base.

Todos os detalhes do relógio de Níchile.
Histórico edifício ao fundo.

Relógio de Níchile na foto que fiz do Edifício Martinelli

O relógio parece de braços abertos junto ao Edifício Martinelli

O relógio de Níchile no Boulevard São João

Relógio com o pedestal e os três mostradores
Vista de duas das três máquinas do relógio
Um detalhe de “antigamente” mostra como o relógio sempre chamou a atenção a ponto de que, na época em que estava sendo instalado na Praça Antonio Prado, o poeta Guilherme de Almeida publicar uma crônica no jornal O Estado de S. Paulo datada de 9 de fevereiro de 1935, onde fazia referência a "um irônico monumento ao tempo: um relógio".

O Relógio Público de Níchile da Praça Antonio Prado é o único sobrevivente de uma série de seis relógios, três no litoral paulista e mais dois no centro da cidade de São Paulo, na Praça da Sé e no Largo do Arouche (o primeiro). Possui valor histórico incontestável a ponto de ter sido tombado em 1992 como “Bem cultural de interesse histórico e tecnológico".

O filho de Ottávio, engenheiro Mário Montini de Níchile, herdou o relógio de seu pai e desde a década de 80 é o único responsável pela sua manutenção, tenha ele patrocínio ou não. Agora a filha Tarsila, neta de Ottávio de Níchile, é a próxima a entrar na luta pela preservação desse monumento-memória da cidade, mas um fato é certo: o relógio de Níchile nunca deixou de funcionar ou de perder sua pontualidade.

À esquerda placa da inauguração. À direita placa com dados da restauração. 
Após 80 anos da implantação desse equipamento urbano algumas informações já se confundem. Foram 6 ou 8 relógios instalados por Ottávio de Níchile? A pronúncia correta do nome é “Nichíle”, conforme entrevista do próprio Mário de Níchile. Porque então a placa do relógio está com acentuação diferente?
Mais uma prova da importância da conservação da história de nossa cidade, que ainda é tão curta!

sábado, 31 de outubro de 2015

Arte ao ar livre no Jardim das Esculturas. Admirando todas as obras.

O Jardim das Esculturas é um jardim de 6 mil metros quadrados ao ar livre localizado no Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. Foi projetado pelo paisagista brasileiro Burle Marx para receber obras do Museu de Arte Moderna (MAM) tendo sido inaugurado em 1993.

O Jardim das Esculturas abriga atualmente uma exposição permanente de 30 esculturas produzidas no Brasil durante a segunda metade do século XX.

O local tem uma localização especial, pois são obras de artes entre outras obras de arte, como a Oca, o pavilhão da Bienal (ambos do arquiteto Oscar Niemeyer) e o próprio MAM (cuja estrutura atual foi concebida pela não menos famosa Lina Bo Bardi). O chão forrado por pequenas pedras, argila expandida ou areia dificulta a circulação de bicicletas e similares e propicia uma sensação tátil muito agradável. Uma visita ao local pode durar horas, pois é possível interagir com algumas obras, explorando-as como a “Craca” ou sentando-se ao sol e realizando atividades como leitura ou música em esculturas como a “Sectiones mundi”. As obras são cercadas de vegetação e à noite são destacadas por iluminação própria.

O detalhe deste post é que vocês encontrarão a descrição e imagem de cada escultura do Jardim e poderão escolher suas prediletas. Agora as fotos, na ordem numérica que as identifica.


1. "Relógio de sol ", Chrartes de Almeida, 1984
ferro pintado
2. "Aranha", Emanoel Araujo, 1981
aço-carbono pintado - doação Rhodia
"Aranha" - pensada inicialmente para um espaço fechado,
agora emoldura a visão da OCA
3. Sem título, Maurício Bentes, 1991
ferro, luz e água
4. Sem título, Elisa Bracher, 1999.
madeira e parafusos de ferro
 Doação Banco Abc Brasil
5. "Carranca", Amilcar de Castro, 1978
aço Corten
6. Sem título, Amilcar de Castro, 1970
aço Corten
7. "A caçadora", Lélio Coluccini, 1944
granito
Representa a figura mitológica de Diana, a caçadora
8. "Exu mola de Jeep", Mario Cravo Jr., 1953
9. Sem título, Carlos Fajardo, 1997
granito e madeira
Doação Itaú Cultural
10. Sem título, Carlos Fajardo, 1990
ferro e água
A escultura plana está à esquerda, na frente da "Árvore"
11. Sem título, Iole de Freitas, 1997
albita com mica, aço inoxidável, latão, chumbo e cobre
Doação Fundação AT & T
12. "Laminescate", Luiz Hermano, 1991
ferro
13. "Escultura", Felícia Leirner, 1973
argamassa cimentícia pintada
14. "Realidade alusiva", Antonio Lizárraga,1988
aço pintado
15. "Miragem I, II e III', Cleber Machado, 1988
aço pintado e vidro laminado
Doação Blindex Vidros de Segurança Ltda
16. "Árvore", Cleber Machado, 1991
aço pintado
Doação Banco Sudameris
17. Sem título, Ivens Machado, 1994
concreto armado
Doação Milú Villela
18. "Sectiones mundi", Denise Milan e Ary Perez
concreto armado e alumínio
Representa o centro da Terra com camadas da superfície que se
intercalam até a semi-esfera central, onde há uma impressão
digital aumentada muitas vezes, em alumínio, 
19. "Pedra torcida", Hisao Ohara, 1985
granito e pedra
Outubro de 2015 - escultura ausente
20. "Aparador'", Eliane Prolik, 1991
aço pintado
21. "Craca", nuno Ramos, 1995,96
alumínio fundido/peso de 5 toneladas
Doação Beatriz Bracher
"Craca", outras esculturas, Oca, Obelisco..,pura arte
"Craca" foi construída por uma espécie de
 fossilização artificial de coisas naturais, 
misturando os objetos orgânicos à massa metálica. 
A estrutura tem impressas a memória de conchas,
peixes e flores que, de fato um dia estiveram ali. 
22. Sem título, José Resende, 1997
aço Corten
Doação Itaú Cultural
23."Sete ondas-uma escultura planetária", Amelia Toledo, 1995
aço
Uma vivência da cultura brasileira
24. " A coisa", Caciporé Torres, 1972
aço pintado
na foto, marquise do MAM
25. Sem título, Angelo Venosa, 1997
alumínio fundido
Doação Itaú Cultural
26. "Cantoneiras", Franz Weissmann, 1975
aço pintado
Na foto, Bienal ao fundo
27. "Grande quadrado preto com fita"
Franz Weissmann, 1985aço pintado
28. "Corrimão", Ana Maria Tavares, 1996
aço inoxidável. Itaú Cultural
Representa peça do mobiliário urbano que normalmente
 passa desapercebido
Foto obtida de www.flickr.com
29. "Tetraedros", Sérvulo Esmeraldo, 1997
aço Corten
 Itaú Cultural
Rigor geométrico em frente à Oca
30. "As irmãs". Alfredo Ceschiatti, 1966/2001
bronze patinado sobre base de mármore
Doação Alexandre Ceschiatti
De Alfredo Ceschiatti, o "escultor de Brasília"

Todo o acervo pertence à coleção do MAM, com exceção da escultura "A Caçadora", que pertence à Prefeitura de São Paulo.
Nas fotos está apontado o doador das obras. Onde nada conta, as obras foram doadas pelo próprio autor.