segunda-feira, 19 de outubro de 2015

A saga do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo MAC USP

O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP), o museu público com a maior coleção de arte contemporânea nacional e internacional do Brasil, foi inaugurado numa época considerada excepcional na vida universitária.

O MAC USP foi criado em 1963 quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e a doação da coleção particular de Francisco Matarazzo Sobrinho, então presidente do MAM e sua esposa Yolanda Penteado. Ainda recebeu inicialmente obras advindas dos prêmios das Bienais internacionais de São Paulo até o ano de 1961, também idealizadas por Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, e com a doação de obras internacionais da Fundação Nelson Rockfeller.

Nova sede do MAC USP / São Paulo
MAC USP - prédio revitalizado 
O prédio do MAC USP. Obra de Oscar Niemeyer anos 50
No detalhe: coluna em "V" de Niemeyer
Acesso ao Anexo
Detalhe do corredor e elevadores
A máquina de café e colunas em "V" ao fundo
Voz digital e ótima sinalização nos elevadores

Voltando no tempo

Não há como não vincular a existência do MAC USP à figura de Ciccillo Matarazzo. Empresário bem sucedido nas áreas de metalurgia, estamparia de embalagens e laminação, atuou, também, como um embaixador da arte. Seu envolvimento no campo artístico-cultural fez dele um colecionador de obras de arte e livros e empreendedor na área da arte contemporânea no país.

Em 1948, num período de grande expansão industrial, econômica e cultural da cidade, fundou o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Em 1951, liderada pelo MAM e Ciccillo, foi proposta a criação de uma grande mostra internacional inspirada na Bienal de Veneza: a Bienal Internacional de São Paulo, que seguiu com a incorporação à coleção do museu das obras premiadas nas mostras internacionais, como já dito. Em 1962 Ciccillo resolve separar a Bienal do MAM, e cria a Fundação Bienal de São Paulo.

Desentendimentos dentro do conselho administrativo do MAM levaram a instituição à sua dissolução em dezembro desse ano, 1962, e à doação de seu acervo à USP, que instituiu O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, MAC USP, em abril de 1963.

Por curiosidade, foi Sérgio Buarque de Holanda quem deu o nome MAC, pois apesar das obras de arte não estarem mais no MAM, este manteve o direito do nome, e contemporâneo foi uma palavra considerada próxima de moderno, para nomear o novo museu recém-criado.

Em sua fase inicial o MAC ocupou provisoriamente o espaço 5000m2 do terceiro piso do Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque do Ibirapuera, onde são realizadas as Bienais até os dias atuais.

Foi longa a espera para a construção de sua sede própria para o novo museu no campus universitário da USP, o que viria acontecer somente em outubro de 1992.

O MAC USP seguiu ampliando nas últimas décadas suas coleções modernas e contemporâneas de artistas brasileiros e internacionais e atualmente possui um acervo de cerca de 10 mil obras entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, fotografias, arte conceitual, objetos e instalações, o que inclui uma coleção de arte italiana do começo do século XX.

A necessidade de maior espaço para acomodar e expor o extenso acervo, a reivindicação de dar um novo endereço para o museu com infra-estrutura mais adequada e maior visibilidade à sua coleção, levou em 2007 o então governador de São Paulo, José Serra, a assinar um decreto determinando a mudança da sede do MAC USP, agora pela terceira vez desde sua criação.

E assim, próximo aos cinqüenta anos de sua criação, o MAC USP iria inaugurar a terceira e nova sede ao ocupar o antigo prédio do Departamento Estadual de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran), pertencente ao complexo arquitetônico do Parque do Ibirapuera, não sem antes passar novamente por longa espera pela entrega do prédio.

Quando ao MAM, suas atividades regulares retornaram no ano de 1969, em sua nova sede na marquise do Parque do Ibirapuera.

O edifício do MAC USP e a reforma de 2008

A nova sede do MAC USP foi inaugurada no dia 28 de janeiro de 2012, no imponente prédio, ex-Detran, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, em frente ao Parque Ibirapuera.

Originalmente projetado como um dos palácios do Parque do Ibirapuera construído e inaugurado como parte das festividades do IV Centenário de São Paulo em 1954, o prédio foi a sede do Palácio da Agricultura de 1954 a 1959. Após esse período passou a abrigar até 2008 o frequentadíssimo Detran, quando a bela obra arquitetônica de Niemeyer, que na época de sua construção tinha 45 anos de idade, foi descaracterizada e ocupada por repartições e inúmeras divisões internas.
O edifício é um marco da arquitetura moderna brasileira com características típicas da chamada Nova Arquitetura: pilotis, fachada livre, terraço jardim, planta livre e janelas em fita. O edifício segue o formato geométrico modernista semelhante a outros do Parque do Ibirapuera em concreto armado que caracterizam os trabalhos de Niemeyer.

O prédio principal do conjunto arquitetônico conta com oitos andares incluindo o mezanino. Do segundo ao sétimo andar o espaço é destinado a exposições fixas ou itinerantes e no oitavo andar está o terraço, com belíssima vista panorâmica do Parque do Ibirapuera e da zona sul, com alcance até o centro da cidade. Há também um amplo anexo, projetado por Niemeyer, igualmente destinado a abrigar exposições.

Para adequar as instalações do edifício ex- Detran a receber um museu de grande porte como o MAC, foi necessária reforma e modernização do espaço, com entrega prevista inicialmente para o ano de 2009.
Consta que o escritório de Niemeyer atendeu à solicitação do projeto de reforma, porém que o projeto, ironicamente, foi recusado, pois, além de elevado custo, apresentava grande modificação na fachada, o que o descaracterizaria e tornaria a reforma inviável devido ao tombamento da obra que já existia nas três instâncias.

A partir daí o Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo - Concresp - buscou uma reforma de menor valor. A reforma, então, ficou a cargo da Companhia Paulista de Obras e Serviços do governo estadual (CPOS), tendo como arquiteta responsável Valéria Rossi. Foram três anos em que pouco se sabia das mudanças internas e o que se via era o “prédio vazio do Detran”, que parecia esquecido.

Na reforma foram recuperadas partes degradadas do edifício, acrescentadas rampas de acesso e equipamentos e adaptadas as estruturas internas do prédio para receber exposições de arte tais como iluminação e climatização. Houve recuperação estrutural e da fachada, que permaneceu inalterada, com “cara de anos 50”. O revestimento do piso do hall de entrada e os degraus de granito da escada interna do prédio principal também eram tombados, e foram recuperados sem alteração das características originais.

Dois prédios anexos também foram construídos na parte posterior do edifício para abrigar a casa de máquinas e a reserva técnica, destinado ao acervo das obras de arte do museu. A arquitetura desses novos prédios possui traços propositalmente diferentes daqueles do edifício de Niemeyer, para que se destaquem tanto a antiga construção quanto a nova.

A onerosa reforma foi custeada pelo governo do estado de São Paulo e o edifício doado à Universidade de São Paulo, que ficou responsável pela implantação e manutenção do complexo.

A passarela Ciccillo Matarazzo passa sobre a Avenida 23 de maio e com sua bela vista liga o edifício ao Parque do Ibirapuera.

MAC USP e a movimentada passarela num domingo de primavera

Vista da zona sul a partir do terraço.
Em primeiro plano a passarela Ciccillo Matarazzo

A sede do MAC USP

Em 2015, três anos após a inauguração, o prédio já possui obras de arte em todos os seus pisos e programação regular de exposições.

É um espaço bem cuidado internamente, calmo e infelizmente bastante vazio ainda, tanto em arte quanto em freqüência. Custa crer em toda a riqueza artística que dispõe e que não está disponível ao público!

A infra-estrutura interna para o público é discreta. Não existe o prometido restaurante ou mesmo um café, crítica que particularmente ouvi de um segurança do local. Há apenas uma fria máquina de café e petiscos sem variedade ou quantidade. No térreo há um esboço de espaço para venda de livros, que nunca evolui.

Na parte externa parece faltar acabamento. O gramado está abandonado e nada há no entorno. O estacionamento é grátis e com vagas suficientes.

Parte posterior da nova sede do MAC USP 
Vista do estacionamento a partir do corredor do anexo
O anexo, também projeto e Niemeyer
Mas o atual MAC também merece elogios. Ouvir um “bem vindo ao MAC USP” cada vez que você entra, é sentir-se um pouco em casa. Os funcionários são extremamente atenciosos e zelosos de suas funções. Admirar o que é exibido e voltar novamente para ver as novidades que nos serão apresentadas é estimulante, mas seguramente muito mais poderia ser exibido.

O terraço do oitavo andar é especial e tem uma das melhores vistas da cidade. Impossível não se deparar com um ou vários “fotógrafos”.

... chegando ao terraço do oitavo andar do MAC USP
Belíssimo terraço no oitavo andar
Vista do Parque do Ibirapuera, Avenida 23 de maio e Obelisco.
Ao fundo o centro da cidade
Obelisco-Mausoléu do Soldado constitucionalista
A montanha bem atrás mostra o pico do Jaraguá
Terraço de quase 360 graus mostra em zoom o Instituto Biológico,
prédio em art-déco dos aos 20
O terraço num dia de muita poluição do ar

A entrada no museu pode ser pela passarela Ciccillo Matarazzo ou, de automóvel, por uma escondida entrada na Avenida 23 de maio.

João Grandino Rodas, ex-reitor da USP, afirmou que “agora o MAC é um Museu de arte, dentro de uma obra de arte”, em alusão ao arrojado projeto de Niemeyer. Uma visita ao local e realmente você concordará com sua afirmativa.

Resta acompanhar a evolução e torcer pela grandiosidade que se espera da nova sede. Corredores sempre cheios de pessoas: isso eu gostaria de ver.


A seguir algumas obras de arte exibidas em diferentes momentos


"A Negra" de Tarsila do Amaral, 1923
"A Boba" de Anita Malfatti, 1945/16
Ponto alto da pintura da artista
"Sem título" de Sofu Teshigahara, 1954
"Sem título" em aço inox, de Erich Hauser, 1983
Tampo de Esquife. Século IX a.C.
"Briga de Galos" de José Antônio da Silva, 1950
"Santa Ceia", em terracota, de Victor Brecheret, 1935
"Um amor sem igual" de Nina Pandolfo, 2011
O gato peludo que ronrona e recebe os visitantes
"Autorretrato" de Amedeu Modigliane, 1919
Único autorretrato do artista
Crânios de animais - Museu de Zoologia USP - exposição temporária
Concorrida mostra "Transarquitetônica", de Henrique Oliveira

Endereço e horários:

MAC USP Ibirapuera: terça a domingo das 10 às 18 horas
Segunda-feira fechado
Entrada e estacionamento gratuitos


MAC USP e a obra de Niemeyer. "Entre, o museu é seu!"


domingo, 4 de outubro de 2015

Frida Kahlo no Instituto Tomie Ohtake - dicas para aproveitar melhor sua visita

As 15 mulheres surrealistas
Com início em 27 de setembro de 2015 e duração até 10 de janeiro de 2016, o belo e moderno Instituto Tomie Ohtake, com seu espaço permanente dedicado às varias apresentações de artes, apresenta a exposição “Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas no México”.

Nessa mostra, que tem como principal nome a querida e emblemática figura de Frida Kahlo, são apresentadas obras de mulheres vinculadas ao surrealismo, que nasceram ou produziram a maior parte de sua obra no México.

A criança Frida - foto obtida a partir do vídeo projetado 
Frida Kahlo - foto obtida a partir do vídeo projetado 
 Ao todo a mostra traz pinturas, fotografias, desenhos, litografias (como “Frida y el aborto”), documentos, reportagens e esculturas de 15 artistas femininas surrealistas da primeira metade do século XX que freqüentemente utilizaram as suas obras como meio de comunicação de seus momentos pessoais e, conforme descrito pela curadora Teresa Arcq, “exploraram a catarse psicológica e espiritual”.

É uma mostra especial onde chama a atenção a dramaticidade e subjetividade das obras, que têm no nome de Frida, seu eixo central. O número de obras de Frida apresentado pela primeira vez no Brasil, obtido de vários colecionadores internacionais e da Bergel Foundation, é expressivo, uma vez que a artista, falecida em 1954 aos 45 anos de idade, deixou apenas 143 trabalhos.

Sobre o espaço expositivo

O Instituto Tomie Ohtake, inaugurado em 2001, faz parte do empreendimento Ohtake Cultural projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake, filho de Tomie, e é constituído por duas torres de escritórios e um espaço cultural: o Instituto Cultural Tomie Ohtake. Nesse espaço há, dentre outros, um centro de convenções, teatro (Teatro Cetip) e o Centro Cultural.

Fachada do Instituto Tomie Ohtake

Entrada para a exposição
A exposição “Frida Kahlo: Conexões entre mulheres surrealistas no México” ocupa duas grandes salas localizadas uma em cada lado do mezanino do Grande Hall do Instituto, para onde você será direcionado na entrada.

Frida Kahlo e a figura inseparável de Diego Rivera

Autorretrato com macacos - Frida Kahlo

"La novia que se espanta de ver la vida abierta" (noiva acima à esquerda)

Detalhe da assinatura dessa obra

Agora vamos às dicas para aproveitar melhor a visita, que pode durar horas, você verá.

1. Sobre ingressos e horários

Os ingresso para conferir a exposição custam R$ 10,00 e a meia entrada R$ 5,00. Mas se você quer fazer uma pequena economia, às terças-feiras a entrada é Catraca Livre. Crianças até 10 anos de idade, cadeirantes e deficientes físicos não pagam.

Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo site da Ingresse.com, pelo app do Instituto Tomie Ohtake ou diretamente na bilheteria. Note que, mesmo às terças-feiras, você deve ter seu ingresso para entrar.

De posse do ingresso, o acesso à exposição se dará por ordem de chegada, de acordo com o fluxo de visitantes e a capacidade das salas, porém a fila preferencial entra imediatamente.

O horário da exposição, que ocorre de terças a domingos, é das 11 às 20 horas, mas note que a bilheteria funciona apenas até as 19 horas.

2. Aproveitando todo o espaço

Ao entrar no Instituto admire a bela obra, principalmente se essa for sua primeira visita.

O Grande Hall é uma área pública, com luz natural e multifuncional, onde você também pode ver obras de Tomie Ohtake ou tomar um café no famoso Santinho.

Ao subir ao mezanino repare na escada de concreto aparente de Ruy Ohtake.

3. Agora a dica mais importante. Assim que termina a escadaria seu olhar é levado diretamente à parede do lado esquerdo, onde uma placa já anuncia a exposição e também estão dispostos 6 banners explicativos. Letras na parte inferior de duas grandes portas apresentam os dizeres “entrada” e “saída”. Então é para lá que todos se dirigem e apreciam a parte mais importante da exposição, com o maior número de obras de Frida Kahlo.


Foto do mezanino e salas à esquerda e direita
Obra de Tomie Ohtake no teto do restaurante e vista da entrada
Hall florido de um patrocinador retirou do local belas obras de Tomie

***Isto não está informado nos sites de consulta habituais e você deve se programar:

Entre a saída da primeira sala de exposição e a segunda, menos sinalizada e que fica à direita, há um espaço fechado chamado Sala de Vídeo onde ocorrem duas projeções distintas e consecutivas. Parece uma grande caixa verde com uma entrada e uma saída, protegidas por leves cortinas.

O que ocorre é que há seguranças por perto, porém nada têm a ver com orientação ou organização do acesso aos vídeos, e forma-se uma longa fila.

Quando você já está cansado de aguardar na fila é que decide ler as pequenas placas explicativas na “caixa verde” e descobre frustrado que o primeiro vídeo tem duração de 64 minutos e não é sobre Frida Kahlo. Chama-se Remedios Varo 2013, produzido por Seven Doc. O segundo vídeo, que é projetado logo em seguida, tem o título “A vida e o tempo de Frida Kahlo”, de 2005, produzido em Washington DC por Daylight Films. A duração? 90 minutos.

Isto quer dizer que se você pensava que iria a uma exposição com uma duração padrão de visita, agora terá acrescidos 154 minutos (mais que 2 horas!).

4. Devo assistir aos vídeos? Como fazer para otimizar o tempo e a espera?

Primeiro, os filmes são de ótima qualidade e conteúdo e, particularmente, achei a biografia de Remedios Varo melhor apresentada que a de Frida.

A dica é: quando subir as escadas para o espaço expositivo, vá primeiro assistir aos vídeos. Mesmo que você já conheça bem a trajetórias das duas artistas, isso vai funcionar como um guia para a admiração das obras, uma vez que várias delas são comentadas na projeção.


Sala de vídeo  - chamei de "caixote verde"

Dentro da sala de vídeo e as duas cortinas

Placas indicativas dos vídeos de Remedios Varo e Frida 

5. Não há como saber em que parte está a projeção dos vídeos. E agora?

A entrada na sala-caixote é permitida durante todo o tempo e então, que diferença faz ver primeiro, Frida ou Remédios?

Fiquei numa fila de ingênuos durante mais de 40 minutos até que muitos visitantes saíram devido ao término da projeção. Então entramos, a maioria sentou no chão ou ficou em pé e assistimos aos vídeos na seqüência Remédios/Frida.

Conclusão: se quiser assistir às projeções desde seu início, dê uma olhadinha pela cortina (todos fazem e não atrapalha) e entre assim que iniciar qualquer um dos dois vídeos. Você poderá economizar até 90 minutos para aproveitar mais o seu passeio.

6. Agora que já está mais informado sobre essas duas artistas, inicie a vista à exposição pela sala da esquerda, onde está mesmo indicado.

7. Terceira parte: visita à sala do lado direito. Além de muitas pinturas, há também exposição de trajes típicos de Oaxaca, região sul mexicana, como os tehuanos e zapotecas. Os trajes que foram usados por Frida em si não podem sair do museu onde estão no México, mas as peças expostas são similares e pertencem à Coleção da Comisión Nacional para el Desarrollo de los Pueblos Indígenas.

Trajes típicos iguais aos que Frida usava

"O flautista" - Remedios Varo
Bela obra "Mulher saindo do psicanalista" - Remedios Varo

"Artes 110" - Leonora Carrington

"Autorretrato", 1946 - Maria Izquierdo

8. Leve seu equipamento fotográfico. É irresistível não fotografar tanta arte! Só não é permitido, por razões óbvias, usar flashes.


"Autorretrato com trança" - Frida Kahlo

"Diego em meu pensamento" - Frida Kahlo

Autorretratos de um rosto inconfundível, espontaneidade ao mostrar seus sentimentos nas telas, obras realizadas em tamanhos cada vez menores, muita magia ... isso você vai descobrir num confortável espaço em nossa cidade de São Paulo.